A história de Epaminondas – PT I

Oi oi pessoal! Pra quem gosta de ler, lá vai uma estória.

Epaminondas é casado com Matilde há 40 anos. O casal não tem filhos e vive em uma chácara que fica há alguns poucos quilômetros da cidade. Todos os dias Epaminondas sai para trabalhar de manhã. Acorda às cinco e meia e chega de volta em casa às sete da noite. Dona Matilde nunca trabalhou fora, e sempre que seu marido saía de casa para trabalhar, ficava em casa realizando afazeres domésticos, como lavar louça, limpar a casinha de tapera em que moravam, e lavar as roupas. E assim foi a rotina do casal, por 40 anos.

Num certo dia, como de costume, Epaminondas acordou às cinco e meia, passou um café e logo em seguida foi trabalhar. Em segredo, sua esposa resolveu segui-lo. Isso porque ao lavar as roupas do marido no dia anterior, Matilde encontrou uma marca na cueca do seu marido, uma marca vermelha, de algo que parecia ser batom. Ela ficou preocupada e ao mesmo tempo bastante desconfiada de que o marido estava a traindo, por isso resolvera seguir o marido para saber o que o mesmo andava fazendo.

Sem saber, Epaminondas seguiu seu caminho como de costume. Sua primeira parada foi em um bar, que ficava ali na mesma rua em que trabalhava. Todos os dias Epaminondas ia até esse bar para tomar as suas três doses de pinga do dia, esta era a primeira. Tomara esse hábito de seu falecido pai. Em seguida foi para o açougue em que trabalhava, onde chegava às sete da manhã. E então começara a trabalhar. Matilde que o seguia o tempo todo, continuava o espiando, e até que terminasse sua jornada de trabalho, resolveu se sentar em uma das mesas da lanchonete que ficava, convenientemente, logo em frente ao açougue que seu marido trabalhava. E ali ficou, disfarçadamente lendo um jornal, uma vez ou outra olhando por cima das folhas em direção ao açougue, até que o dito cujo saísse para o almoço.

Meio dia era o horário que Epaminondas saía para almoçar. Ele tinha um intervalo de apenas uma hora, por isso não voltava para casa, ou pelo menos é o que contara à Matilde. Epaminondas, como de costume, saiu com a marmita que trouxera de casa e levou até o bar onde ia pela manhã, e almoçou por ali tomando então sua segunda dose de pinga do dia. Matilde o seguiu o caminho todo, de longe e ocasionalmente se escondendo entre quarteirões, prevenindo que o marido não a visse. Matilde nunca havia feito algo do tipo, mas achava estar se saindo muito bem.

Após seu almoço e sua dose de pinga, Epaminondas levanta do banco em que sentara no bar e vai em direção à porta, Matilde que se escondia na esquina do bar viu Epaminondas sair pela porta e continuou o seguindo. Ela percebeu que Epaminondas não estava no caminho para o trabalho, estava andando na direção contrária o que deixou sua esposa intrigada e ao mesmo tempo já imaginando coisas, como uma amante, o que só de pensar a deixava vermelha de raiva.

Epaminondas então parou em frente uma casa grande, de cor escura, com uma escadaria que levava até a porta de entrada. Atravessando a rua, quase que de frente havia uma pequena árvore e foi lá que Matilde se escondeu para espiar o marido. Antes de passar pelo portão de grade que rodeava a casa e subir as escadas, Epaminondas parou e guardou algo no bolso da camisa, e que Matilde pelo ângulo que estava não conseguiu ver. Epaminondas então sobe as escadas e bate na porta, que logo já se abriu, de imediato, como se alguém já o estivesse esperando. Matilde fica curiosa tentando ver quem abria a porta, que quase salta os olhos. Não foi possível ver quem abria a porta, apenas a mão de quem a abriu, e ao bater os olhos, já viu que era de uma mulher, com as unhas pintadas de vermelho e um anel no dedo do meio.

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Matilde fica vermelha de raiva, e logo imagina que aquela seria a amante de seu marido. Por um momento pensa em sair de seu esconderijo e ir pra cima da mulher que roubara seu marido, e quase o faz, mas pensa melhor:
_ Talvez num é nada do que eu tô imaginano, talvez ele tá só visitando um amigo do trabalho e a esposa do amigo que atendeu a porta. Talvez eu teja me precipitano.


Por enquanto é só isso pessoal, quinta-feira tem mais um parte da estória. Se você gostou segue o blog e volte mais vezes. Beijos da Psicoliterária, e até mais!

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