A HISTÓRIA DE EPAMINONDAS – PT II

Oi oi pessoal! Como prometido, vai aqui a segunda parte da história de Epaminondas.

Matilde continua escondida e espera seu marido sair da casa, pois queria continuar o seguindo. Depois de quase uma hora Matilde, já quase desistindo da espionagem, vê por fim Epaminondas sair da casa, com um sorriso de orelha a orelha na cara, bastante feliz, o que reforça as suspeitas de traição que sua esposa tivera. O mesmo segue então a caminho do trabalho.

Matilde fica em dúvida se continua seguindo o marido ou se resolve ter com a suposta amante, mas por um momento pensa que talvez aquela não era a única amante e resolve continuar o
seguindo. Epaminondas, no caminho para o trabalho, tira algo do bolso e desta vez Matilde o vê. Percebe que tirara do bolso sua aliança e estava apenas colocando de volta no dedo. Matilde então, relembra o momento em que Epaminondas parara em frente à casa e colocara algo no bolso, e entra em desespero, pois estaria ali a comprovação da traição, havia tirado a aliança para esconder o casamento. Tudo fazia sentindo.

Enxugando as lágrimas, Matilde continua o seguindo e pensando como Epaminondas teria coragem de traí-la depois de 40 anos de casamento, depois de tanta dedicação e tantas lembranças. Ao chegar no local de trabalho de Epaminondas, Matilde volta a se esconder na lanchonete em frente o açougue e começa a refletir sobre a situação.
_ Porque Epaminondas tá me traino? 40 anos de casamento, e agora arruma uma amante?! O que que eu fiz de errado? – se pergunta Matilde se culpando pela traição do marido, mas logo é tomada novamente pela raiva.

Matilde passa a tarde nesse dilema, se culpando, outrora com raiva do marido e da amante. Por fim, no entanto, resolve que o único culpado era seu marido por tê-la traído. Mesmo a amante não teria culpa, talvez ela nem mesmo soubesse que era casado, o que explica Epaminondas ter tirado a aliança antes de entrar na casa. Enxugando a última lágrima, pois havia decido não mais chorar, Matilde pensa em um plano, e o executará no dia seguinte mesmo.

Já era cinco horas da tarde, Epaminondas já se preparava para ir embora e Matilde ao ver também se preparava para continuar o seguindo pois sabia com certeza que o mesmo não iria pra casa. Sempre chegava lá às sete da noite e a caminhada para casa levava apenas 30 minutos. Epaminondas foi novamente ao bar, tomar sua terceira dose de pinga do dia, e última. Matilde observava que seu marido ficava sempre olhando o relógio, como se tivesse um encontro marcado. Terminou sua dose, e esperou mais alguns minutos, olhou novamente o relógio e por fim se levantou e foi em direção àquela mesma casa que havia visitado mais cedo.

Matilde já nem sentia nada mais além de raiva, estava fria, e só pensava em seu plano para vingança. Viu seu marido – ou nem sabia se podia mais o chamar assim – tirando a aliança e guardando no bolso da camisa, assim como mais cedo. Bateu a porta, que mais uma vez, imediatamente foi aberta.
_ Só pode ser uma muié mais nova, é por isso que ele tá me traino. Eu tô velha e acabada, não sirvo mais pra ele. Esse cafajeste vai ver comigo. – pensava Matilde enquanto o via entrar pela porta.

Novamente, uma hora depois, sai Epaminondas pela porta, abotoando a camisa enquanto descia as escadas. Estava apressado, olhando o relógio, o que Matilde imagina ser para que não chegasse atrasado em casa.

Epaminondas então agora voltava pra casa. Matilde sabia que estava voltando, pois faltava exatamente o tempo que se gastava para chegar em casa na hora certa. No caminho Matilde ainda escondia do marido e sua preocupação agora era encontrar uma desculpa para ter chegado depois do marido em casa. Não havia pensado neste detalhe.

Pensou então em inventar que estava apanhando goiabas no quintal, pois planejava fazer doce para manhã seguinte. Chegaria atrás do marido, o esperaria entrar na casa e iria até o quintal apanhar as frutas, e assim o fez. Epaminondas nem desconfiou:
_ Uai Matilde, onde é que ocê tava?
_ Ah Epaminondas, tava ali no quintal apanhando umas goiaba pra fazer um doce pra nóis amanhã. – respondeu Matilde

Como o marido de Matilde acordava cedo todos os dias para trabalhar, o mesmo dormia também bem cedo. Sempre 9:30 estava na cama. Após conversarem um pouco e jantarem, Matilde esperou até que seu marido caísse no sono para começar a colocar parte de seu plano em ação.

Lá pelas 9:40, quando Epaminondas já havia dormido, Matilde sai de casa para ir até a casa da, ainda suposta, amante do marido, pois seu plano envolvia a participação da mesma. Matilde chegou na casa, titubeou um pouco, pensando se realmente devia fazer o que estava a fazer, e ao lembrar-se dos 40 anos jogados fora seguiu em frente e bateu à porta.

Por hoje é só! Essa semana ainda tem a terceira parte da história de Epaminondas. Beijos e até mais!

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