Domingo de manhã

Oi oi gente! Depois de quase uma semana sem postar ): (por conta de provas de mestrado e extração de dentes sisos) estamos aqui de volta! E só pra não perder o costume, vai aqui mais uma pequena história. Espero que gostem!

Era domingo, e havia acabado de acordar. Como todos os dias, a primeira coisa que fiz foi olhar as novas mensagens no celular. “Do que adianta ter tudo na vida, se tudo que eu quero é ter você.”, dizia. Receber um simples “bom dia” pela manhã quando se acaba de acordar, só imaginar que alguém pensava em você enquanto dormia, já é tão bom, imagina uma frase dessas. Até me tirou um sorriso bobo.

Eu não conhecia o número de quem havia me enviado aquela mensagem. Poderia até ser alguém que eu nem conhecia, um engano. Mas eu preferia pensar que não era. Continuei na cama, tentando imaginar quem teria me enviado aquela frase. Eu tinha lá minhas paixões. Paixões não, paixão. Na verdade até achava que era amor. Mas não sabia se era correspondido. Claro que quando a gente está apaixonada preferimos pensar que é sim correspondido, mas não dá pra ter certeza.

Então continuei na cama por alguns minutos pensando nele. Será que era ele?! Só de pensar, eu sorria, sem ver. Mas o número dele eu tinha gravado na minha agenda. De cor até. Eu pensei em ligar pro número, pra saber quem era. Pensei em responder a mensagem pra descobrir se era ele. Mas não fiz nada. Levantei-me da cama e só fiquei imaginando. Eu queria muito que fosse ele.

Durante o café da manhã com minha família, nem prestava atenção nas conversas. Fiquei mais calada, bem ao contrário do meu normal. Minha mãe chegou a me perguntar se eu estava bem e porque estava tão quieta. Eu estava bem, muito bem aliás, por causa da mensagem que supostamente era de alguém importante pra mim. Mas não comentei nada com ninguém, “Estou bem, só estou com um pouco de sono ainda.”, respondi rapidamente para voltar a pensar naquela mensagem e se devia responder perguntando quem era.

Logo quando terminei o café da manhã, peguei meu violão e fui tocar na sala de estar. Normalmente eu não sentia vontade de fazer quase nada de manhã, mas naquele dia eu quis tocar violão. Talvez porque me lembrava dele, que também tocava. Ou talvez porque a música que eu aprendi a tocar naquela semana me lembrava dele.

Quando comecei a tocar o segundo acorde, ouvi uma notificação de mensagem. Claro que eu peguei meu celular imediatamente e nem terminei de tocar a música. Senti borboletas no estômago. Era daquele mesmo número desconhecido e dessa vez dizia “Bom dia, Gabi”. E agora eu tinha certeza que era pra mim. Não poderia ser engano. E então eu respondi a mensagem “Bom dia. Quem é?”.

A resposta veio imediatamente, mas por algum motivo, quem quer que fosse queria manter o mistério. Não respondeu quem era, só disse:
_ Alguém que gosta muito de você.
Eu sorri, e meu lado “positivo” me fez pensar que era ele.
_ Você acha justo que eu nem saiba o nome de quem gosta de mim? – eu disse curiosa.
_ Claro que não. Mas se quiser saber meu nome, vai ter que adivinhar.
_ E vou adivinhar com base em que? Deve me dar pelo menos alguma dica.
_ Claro. Vou te dar dicas, mas primeiro precisamos fazer um acordo.
_ Acordo? Acordo pra que? – quem quer que fosse, e eu esperava que fosse ele, sabia que eu adorava estes joguinhos.
_ Se você não conseguir adivinhar quem eu sou com as 3 primeiras dicas, você vai ter que sair comigo.
_ Sair com você? Tipo um encontro?
_ Isso mesmo.

Eu não tinha certeza que era ele, mas mesmo assim aceitei. Se fosse mesmo ele, teríamos nosso primeiro encontro.
_ Ok. Aceito suas condições. – respondi sem nem pensar duas vezes. Mas logo após responder já me bateu um medo. E se fosse alguém com quem eu não quero sair de jeito nenhum? – Pode dar a primeira dica. De onde eu te conheço?
_ Não não não. Não é assim que funciona. Eu escolho quais são as dicas. Deixe-me pensar na primeira…Já sei, lá vai a primeira dica: eu gosto de chocolate.
_Aaah, mas assim não vale. Essa dica nem é dica. Quem é que não gosta de chocolate.
– eu disse, chocólatra que era.
_ Vale sim. Estas são as regras, eu escolho as dicas. Pode adivinhar…já sabe quem eu sou?
_ kkkk com essa dica é meio impossível.
– se eu dissesse que era ele e fosse outra pessoa, ficaria na cara que eu gostava dele. E eu não queria que ninguém soubesse. E se fosse ele, eu deveria perder, deveria dizer outro nome pra poder sair com ele. Então resolvi chutar um nome de algum amigo. – Mas ok, você é o Felipe, meu amigo!
_ Não, não me chamo Felipe. Só tem mais duas chances agora, cuidado! A segunda dica é: eu sou mais alto que você.
_ Aaaaah, péssimas dicas. Qualquer pessoa é maior do que eu.
– eu era muito baixa. – João Vitor? – outro amigo meu.
_ As regras não dizem que devo dar boas dicas. Só diz que você vai sair comigo se não adivinhar. E você errou mais uma vez. Não me chamo João. Preparada pra próxima dica?
_ Sim, preparada. E já sei que vai ser uma muito ruim. Mas diga qual é.
_ Meu nome começa com P.
– ele deu uma dica boa só pra me contrariar provavelmente.
_ Com P? Hmmm, conheço tantas pessoas que tem nome que começa com P. – eu tinha cada vez mais certeza que era ele, então obviamente eu não queria acertar. – Paulo. – eu nem conhecia nenhum Paulo.
_ Hehehe. Acho que alguém vai ter que sair comigo! Posso te pegar às 8?
_ Paulo não é você? Ah, não acredito que errei. Pode ser às 8. Qual seu nome então?
_ Você vai saber quando eu chegar ai na sua casa. Até mais tarde.

***

Ele chegou às 8 em ponto.
_ Então minhas dicas foram ruins? – ele perguntou
_ Sim, foram péssimas, mas eu nem queria ter adivinhado mesmo! – era ele mesmo, Pedro.
_ E nem eu queria que você adivinhasse.

E é isso pessoal. Gostaram da história? Se sim, deem um like e comentem! Beijos da psicoliterária!

PS: História baseada em fatos reais, mas quando aconteceu comigo eu sabia exatamente quem era.

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