Que profissão escolher: 7 perguntas pra descobrir o que você quer fazer da vida

Uma das decisões mais importantes na nossa vida é a escolha da faculdade (ou a escolha de não fazer). Algumas, raras, pessoas no mundo já sabem qual profissão querem desde muito cedo, mas para a maioria de nós, é uma decisão muito difícil. Então se você está terminando o ensino médio, já está na faculdade, ou até já fez faculdade e está trabalhando, mas não sabe o que quer da vida, este post é pra você.

Primeiramente, não se preocupe! Você não está sozinho no mundo, prometo. Muita gente, se não a maioria delas não sabe o que quer fazer da vida ou o que gosta, basicamente, que profissão seguir. Essas dúvidas podem permanecer mesmo depois do ensino médio, depois da faculdade ou até mesmo quando você já tem um trabalho. Eu sou uma destas pessoas. Por muito tempo eu não sabia que profissão eu queria, eu era extremamente indecisa e sempre mudava de ideia. Eu já quis ser Dentista quando tinha 3 anos, Professora (olha que ideia) quando estava no primário, Arquiteta quando estava terminando o ensino fundamental, Publicitária no começo do ensino médio, Web Designer no final do ensino médio, entre outras carreiras que eu senti vontade de tentar quando estava já na faculdade. Mas adivinha! Hoje eu não faço nenhuma destas coisas. Terminei uma faculdade, fui trabalhar em uma área diferente, e fui aprovada em um mestrado em outra área (diferente da faculdade e do meu trabalho).

Pra piorar, na escola eu costumava me sair muito bem nas matérias mas não gostava de nenhuma, a não ser Inglês, Arte e as aulas de português onde a gente tinha que escrever textos. Mas eu não via que profissão poderia seguir nessas áreas. Recentemente eu percebi que eu vim ignorando coisas que eu gosto e que poderiam sim ser profissões, mas que eu sempre vi mais como hobby, por exemplo música, escrever, cantar, desenhar…inglês.

Mas pra você que ainda não encontrou sua vocação, eu encontrei um artigo em outro blog que pode te ajudar bastante nessa decisão. O artigo lista 7 coisas que você deve se perguntar para descobrir o que você quer fazer na vida. O autor também é um de nós, e mudou de escolhas de carreira várias vezes, principalmente “entre as idades de 18 e 25” anos. “Não foi até os 28 anos que eu claramente defini o que eu queria pra minha vida”, ele diz. Então não se preocupe se você já está na faculdade, ou trabalhando, mas não faz ideia do que quer da vida. Isso é mais comum do que você imagina.

Se você já se perguntou várias vezes “O que eu quero fazer da vida?”, “O que eu gosto de fazer?”, “Em que eu não sou péssimo?”, pegue lápis e papel, anote as perguntas e responda!

Obs.: Fiz algumas modificações na hora da tradução para não usar palavras “feias”.

“Essas perguntas não são exaustivas nem definitivas. Na verdade, elas são um tanto quanto ridículas. Mas eu as fiz assim porque descobrir seu propósito na vida deveria ser algo divertido e interessante, não uma tarefa árdua.”

  1. “Qual é seu sanduíche estragado preferido e ele vem com uma azeitona?”
    turd-sandwich

    Digamos que o sanduíche é a profissão/carreira, e a parte estragada é a parte ruim dessa profissão/carreira, porque a verdade sobre a vida é que tudo tem uma parte ruim. Nada é um mar de flores do começo ao fim. Tudo envolve um pouco de “sacrifício”, “algum tipo de custo”. Então essa história de sanduíche aí, quer dizer basicamente: “qual esforço ou sacrifício você está disposto a tolerar?”. “O que determina nossa habilidade de continuar com algo que nos importamos é nossa capacidade de lidar com os momentos difíceis”.

    “Se você quer ser um empreendedor mas não consegue lidar com o fracasso, então você não vai muito longe. Se você quer ser um artista profissional mas não quer ver seu trabalho rejeitado várias e várias vezes, então você falhou antes mesmo de começar”. “Com quais experiências desagradáveis você está disposto a lidar? Você pode ficar a noite toda programando? Consegue adiar construir uma família por 10 anos? Você consegue lidar com pessoas rindo de você no palco até que você consiga se sair bem?”.

    “Qual sanduíche estragado você quer comer? Porque todos nós recebemos um destes eventualmente. Melhor escolher um que tenha uma azeitona.”

  2. “O que é verdade sobre você hoje e que faria a versão sua de 8 anos chorar?”

    Pra explicar essa pergunta, o autor conta uma pequena história sobre uma experiência de vida dele (que eu até me identifico bastante):

    “Quando eu era criança, eu costumava escrever histórias. Eu sentava no meu quarto por horas sozinho, só escrevendo, sobre alienígenas, super-heróis, grandes guerreiros, sobre minha família e amigos. Não porque eu queria que alguém lesse. Nem porque eu queria impressionar meus pais ou professores. Mas pelo simples prazer.

    E aí, por algum motivo eu parei. E eu nem lembro porque.

    Todos nós temos uma tendência de perder o gosto por algo que amávamos quando crianças. Algo a ver com as pressões sociais da adolescência e pressões profissionais do começo da vida adulta que tira a paixão por algo de nós. Somos ensinados que o único motivo para fazer algo é se pudermos ser compensados por isso.

    Não foi até meus 20 e poucos anos que eu redescobri o quanto eu amo escrever. E não foi até eu começar meu negócio que lembrei o quanto eu adorava construir websites – algo que eu fazia na adolescência, só por diversão.

    A parte engraçada é que, se o meu eu de 8 anos perguntasse o meu eu de 20 anos ‘Porque você não escreve mais?’, e eu respondesse ‘Porque eu não sou bom nisso’, ou ‘Porque ninguém iria ler o que eu escrevo’, ou ‘Porque você não pode ganhar dinheiro com isso’, não somente eu estaria completamente errado, mas aquele garotinho de 8 anos que eu era provavelmente começaria a chorar.”

    Então faça algo porque você gosta, e não porque vai ganhar algo em troca! Posso dizer que o único motivo de eu nunca ter tentado escrever livros, ou cantar era medo de não ser boa e talvez passar vergonha, mas na verdade eu deveria fazer por diversão e porque eu gosto! Esse é o melhor retorno que se pode ter. Sentir prazer em fazer algo e ser feliz!

  3. “O que te faz esquecer de comer e ir ao banheiro?”

    Sabe quando você estava fazendo algo e ficou tão entretido que acabou esquecendo de comer? “Provavelmente, a mãe de Isaac Newton tinha que lembrá-lo de comer porque ele ficava entretido em seu trabalho por dias que ele até esquecia”. O autor do artigo (e eu) era assim com videogames. Até que um dia ele desistiu dos jogos e percebeu que sua “paixão não era pelos jogos em si”. A paixão dele é por “melhoramento, ser bom em algo e então tentar ser melhor ainda. Os jogos em si – os gráficos, as estórias – eles eram legais, mas” ele pode facilmente viver sem eles. É a competição com outros e com ele mesmo que ele ama. E quando ele aplicou essa obsessão por melhoramento e ‘auto competição’ em um negócio na Internet e na escrita, “as coisas decolaram”.

    “Talvez pra você é outra coisa. Talvez é organizar coisas com eficiência, se perder no mundo da fantasia, ensinar algo a alguém, ou resolver problemas técnicos. O que quer que seja, não olhe apenas a atividade que te mantém acordado até de madrugada, mas observe os princípios cognitivos por trás dessas atividades” pois podem facilmente serem aplicados em outro lugar.

  4. “Qual a melhor forma de você se envergonhar?”
    cant-find-your-life-purpose-with-your-head-in-the-sand
    “Living a life avoiding embarrassment is akin to living a life with your head in the sand.”
    Viver uma vida evitando o constrangimento é o mesmo que viver uma vida com sua cabeça na areia.

    Quem não odeia passar vergonha, né?! Mas pra ser bom em algo, “primeiramente você tem que ser péssimo e não fazer ideia do que está fazendo”. E sendo péssimo em algo você provavelmente vai passar bastante vergonha, por isso “a maioria das pessoas tentam evitar”.

    Mas “se você evita qualquer coisa que possa te envergonhar de alguma forma, então você acabará nunca sendo bom em algo que seja importante”.

    “Neste exato momento, existe algo que você quer fazer, algo que você pensa em fazer, que você fantasia em fazer, e ainda assim não o faz. Você tem seus motivos, sem dúvidas. E você repete esses motivos pra você mesmo ad infinitum“.

    “Mas quais são esses motivos? Porque se algum desses motivos for baseado no que outras pessoas pensam”, você está se complicando. “Se seus motivos forem algo do tipo ‘Eu não posso começar meu próprio negócio porque passar tempo com meus filhos é mais importante pra mim’, ou ‘Jogar Starcraft o dia todo provavelmente interferiria na minha música, e música é mais importante pra mim’, então tudo bem. Mas se seus motivos forem ‘Meus pais odiariam isso’, ou ‘Meus amigos zoariam comigo’, ou ‘Se eu fracassar, eu iria parecer um idiota’, então é provável que você esteja evitando algo com que você realmente se importa porque se importar com isso é o que mais te assusta, não por causa do que sua mãe pensa ou Timmy seu vizinho diz”.

    “Coisas boas são, por natureza, únicas e inconvencionais. Portanto, pra alcançá-las devemos ir contra a mentalidade da maioria. E fazer isso é assustador. Abrace o embaraço. Se sentir bobo é parte do caminho para alcançar algo importante e significativo. Quanto mais uma decisão te assusta, mais você deveria fazê-la, provavelmente”.

  5. “Como você vai salvar o mundo?”

    Como todos já sabem…o mundo tem vários problemas: fome, educação, política, e a lista continua enorme. “Mas para vivermos uma vida feliz e saudável, devemos ter valores maiores que nosso próprio prazer e satisfação. Então escolha um problema e vá salvar o mundo. Há muito entre o que escolher: sistema da educação, desenvolvimento econômico, violência doméstica, cuidados com saúde mental, corrupção do governo”.

    “Encontre um problema com que você se importa e vá resolvê-lo. Obviamente, não o fará sozinho. Mas você pode contribuir e fazer a diferença. E o sentimento de fazer a diferença é o que mais importa para sua própria felicidade e realização”.

  6. “Se você tivesse que ficar fora de casa o dia todo, todos os dias, para onde você iria e o que você faria?”

    “Pra muitos de nós, o inimigo é simplesmente a antiquada complacência. Nos acostumamos a uma rotina. Nos distraímos. O sofá é confortável. E nada de novo acontece. Isto é um problema. O que a maioria das pessoas não entendem é que a paixão é resultado da ação, e não a causa dela”.

    Ou seja, pra descobrir o que você ama e o que lhe importa são necessárias tentativas, porque “ninguém de nós sabe exatamente como nos sentimos em relação à alguma atividade até que de fato realizemos esta atividade”.

    “Então pergunte a si mesmo, se alguém colocasse uma arma na sua cabeça e te obrigasse a sair de casa todos os dias pra fazer qualquer coisa menos dormir, com o que se ocuparia? E não vale responder que vai pra um cafe e passar o dia todo sentado e rolando a página do facebook. Você provavelmente já faz isso. Vamos fingir que não existem sites inúteis, jogos, nem TV. Você teria que ficar fora de casa o dia inteiro e voltar na hora de dormir – pra onde iria e o que faria?”.

    “Você se matricularia numa aula de dança? Entraria pra um clube do livro? Faria outra faculdade? Inventaria outra forma de irrigação que poderia salvar milhares de vidas de crianças na África? Saltaria de asa delta? O que faria com todo esse tempo?”.

    “Escreva as respostas” aí no seu papelzinho e “realmente faça” o que tiver escrito. “E ganha bônus se o que você fizer envolver passar vergonha”!

  7. “Se você soubesse que iria morrer daqui um ano, o que você faria e como gostaria de ser lembrado?”
    life-purpose-isnt-found-on-the-couch
    ‘This man’s headstone will read: “Here lies Greg. He watched every episode of ’24’… twice.”’
    A lápide deste homem dirá: “Aqui descança Greg. Ele assistiu todos os espisódios de ’24 Horas’….duas vezes.

    Ninguém gosta de pensar sobre morte, certo? “Isso nos assusta. Mas pensar sobre nossa própria morte pode ter algumas vantagens que pode nos surpreender. Uma delas é que nos força a pensar no que realmente é importante nas nossas vidas e o que é inútil e distrativo”.

    Já pensou em “Qual é o seu legado? Quais são as histórias que contarão quando você partir? O que dirá no seu obituário? Há algo que possam dizer sobre você? Se não, o que gostaria que dissessem? E como pode começar a trabalhar pra alcançar isso?”

    E se de novo você está pensando em algo que vai impressionar as pessoas, você está falhando.

    “Quando as pessoas sentem que não tem um rumo, uma direção, um sentido em suas vidas, é porque não sabem o que é importante para elas, não sabem quais são seus valores. E se você não sabe quais são seus valores, então você está basicamente pegando valores de outras pessoas e vivendo as prioridades de outros e não as suas próprias. E isso é uma passagem só de ida para relacionamentos infelizes e infortúnio”.

    “Descobrir o ‘propósito’ de alguém na vida se resume a encontrar aquelas uma ou duas coisas que são maiores que você, e do que aqueles ao seu redor. E pra encontrá-los você deve levantar do sofá e agir, e tirar um tempo para pensar além de você mesmo, pensar maior do que você mesmo, e paradoxamente, imaginar um mundo sem você”.

Gente, eu amei esse artigo! Obviamente eu respondi todas as perguntas e isso só confirmou o que eu descobri recentemente em relação aos meus gostos. Uma boa parte da vida pensamos que nascemos com dons para alguma coisa, alguns nascem com o dom de cantar, outros com o dom de atuar, mas na verdade pra ser bom em algo você tem que praticar. Pra descobrir o que você gosta, você tem que tentar novas atividades. Não adianta ficar esperando o dom aparecer, ou ficar se lamentando e pensando “será que eu sou bom mesmo?” ou coisas do tipo. Se você gostar e quiser, e trabalhar pra alcançar, você vai acabar sendo bom.

Eu sei que escolher o que fazer já quando se termina o ensino médio é difícil, principalmente porque você passa a maior parte do tempo sendo obrigado a estudar matérias que você não gosta na escola e quase tempo nenhum experimentando novas atividades que você possa gostar. Eu falo isso porque pra mim, escolher uma faculdade no ensino médio foi difícil. Eu achava que queria algo mas não sabia se eu gostaria daquilo realmente (ou se eu seria boa), principalmente porque eu nunca tinha tentado. E o medo de escolher um curso errado é aterrorizante. Mas pra descobrir o que você gosta, você tem que primeiro experimentar!

Então não tenha medo, faça o que você quiser e você pode acabar gostando. Se não gostar…tem mais um milhão de coisas pra tentar. E gente, nunca é tarde. Sempre tem tempo pra mudar.

Eu mesma terminei uma faculdade que não gosto, e só depois fui descobrir o que eu realmente quero fazer!

Pessoal, eu espero mesmo que tenham gostado do artigo e que ajudem vocês. Eu (pessoa indecisa e perdida na vida que sou) já procurei muito na internet coisas que me ajudassem a descobrir “o que eu gosto” e “em que eu sou boa”, mas nenhum artigo foi tão bom quanto esse!

Pra acessar o artigo original é só clicar aqui, dá uma olhada em outros artigos do blog também, são muito bons. Um beijo e até a próxima ;*

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s